São inúmeras as iniciativas que a CPLP tem tomado no sentido de fortalecer a Sociedade Civil e as suas organizações nos Estados-membros.
Entre 2004 e 2006, tiveram lugar:
- a I Reunião dos Biólogos da CPLP (Setembro de 2004);
- a VI Assembleia-Geral da Confederação de Publicidade dos Países de Língua Portuguesa (Praia, Setembro de 2004);
- o II Encontro das Fundações dos Países de Língua Portuguesa (Lisboa, Outubro de 2004);
- o VI Congresso Internacional de Jornalistas de Língua Portuguesa (Lisboa, Janeiro de 2005);
- a I Reunião dos Médicos dos Países de Língua Portuguesa (Lisboa, Janeiro de 2005);
- a Reunião de Constituição da Associação dos Portos dos Países de Língua Portuguesa (Lisboa, Janeiro de 2005);
- o IV Fórum das Mulheres Empresárias da CPLP (Maputo, Maio de 2005);
- o I Congresso de Farmacêuticos de Língua Portuguesa (Maputo, 2005);
- o II Congresso de Farmacêuticos de Língua Portuguesa (Luanda, Maio de 2006);
- o XV e XVI Encontros da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP).
Tornou-se um hábito os partidos políticos, sindicatos, igrejas, ordens profissionais convidarem representantes das organizações congéneres dos outros países da CPLP para assistiram aos seus Congressos, fortalecendo o conhecimento mutuo e preparando as condições para iniciativas conjuntas, tais como a criação de redes lusófonas.
Uma resolução adoptada pelo Conselho de Ministros da CPLP em S. Tomé, em Julho de 2004, “sobre a Sociedade Civil na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, encomendou ao Secretariado Executivo “a criação de um registo (…) facultativo às organizações do espaço CPLP que congreguem entidades da sociedade civil…”. A terceira edição deste registo que foi publicada em 2007 põe em evidência a multiplicidade de iniciativas no mundo dos países da CPLP.
A CPLP tem incentivado a cooperação descentralizada entre províncias, Estados ou municípios como forma de aproximar ainda mais as comunidades participantes em tais acções.
Porém, como lembrou o ex-Secretario Executivo, Embaixador Luís Fonseca, a CPLP não têm a vocação de ser umas “Nações Unidas em ponto pequeno” nem dispõe de meios para distribuir subsídios e patrocinar eventos. Mas, constitui um quadro para o diálogo franco e aberto e tem pautado as suas intervenções pela promoção da participação activa e inovadora dos vários actores sociais, num espírito de tolerância e de respeito pelas diferencias culturais e os vários credos políticos, ideológicos e religiosos, que são a marca da forma de ser da CPLP no mundo.