GARD-CPLP: Europa que protege: salvaguardando nosso planeta e nossa saúde


GARD-CPLP: Europa que protege: salvaguardando nosso planeta e nossa saúde
Memorando

«Em 3 e 4 de Dezembro de 2019, teve lugar, no Finnish Institute for Health and Welfare (THL, em Helsínquia, Finlândia, a reunião "Europe that protects: safeguarding our planet, safeguarding our health", cujo programa se anexa. Portugal esteve representado por Luís Taborda Barata, que figurou como Coordenador da GARD-Portugal, e membro da SPAIC (Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica). Esta reunião foi extremamente importante, pois decorreu sob a égide do governo finlandês, da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, bem como da ONU. Para além disso, reuniu especialistas mundiais nas áreas das alterações climáticas, poluição e estratégias para sua mitigação, saúde planetária, e sobrecarga global das doenças.

 

Em termos globais, as principais conclusões da reunião foram:

 

1) É urgente agir-se. Não só com base nas conclusões da Lancet Commission on Pollution and Health, mas também em termos das dificuldades em se atingirem, de forma equilibrada os objectivos de desenvolvimento sustentável, estamos a viver num mundo cada vez mais poluído, de diferentes formas, tendo a poluição um impacto deletério crescente, quanto à saúde e sociedade. Para além disso, as alterações climáticas vêm desequilibrar ainda mais o panorama, não só por agravarem aspectos ligados à poluição, mas também por se associarem a eventos extremos e severos, com forte impacto nas populações - fogos de grandes proporções, secas, chuvas torrenciais e cheias, ciclones, etc, levando, em muitos casos a necessidade acrescida de migrações das populações atingidas. Diversos exemplos foram dados na reunião. 

Assim, é urgente, e no âmbito de uma perspectiva de saúde planetária (que associa a saúde ambiental à saúde humana), ter-se uma frente organizada, integrada, focada e com ideias claras e de implementação rápida, que permita evitar, minimizar e reparar aspectos ligados à poluição e alterações climáticas, bem como os danos causados por estas. 

 

2) É possível agir-se. Foram apresentadas diversas iniciativas já tomadas e em curso, de diversos pontos no mundo, que permitem envolver governos, empresas, universidades, e muitos outros agentes, bem como a comunidade em geral, num esforço comum de melhorar o meio ambiente e reduzir a poluição, bem como de aumentar a resiliência das populações às alterações climáticas. Exemplos foram dados de arquitectura, mobilidade, actividades, etc, de vilas e cidades na Finlândia, na Alemanha, em Espanha e em outros locais, que têm sido excelentes exemplos. Um exemplo a realçar é o da cidade finlandesa de Lahtu, extremamente poluída há alguns anos atrás mas que, por decisão do governo local e da comunidade, se transformou completamente, sendo agora considerada a primeira cidade realmente "verde".

 

 3) Agir implica acções integradas e globais. Foram apresentadas diversas comunicações que indicaram possíveis vias para se criarem redes de investigação em ambiente, clima e saúde, com integração da saúde planetária na forma como se atingem os objectivos de desenvolvimento sustentável. Foi também salientado que, embora esta reunião tivesse um âmbito europeu, para resultar, deverá também envolver o mundo fora da Europa.

 

Finalmente, foi elaborada, com a contribuição de todos os participantes, a chamada "Helsinki Declaration on Planetary and Human Health"»

 

Mais Informação

Declaração (inglês)

 

Publicado a 29-04-2020
 
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