Notícia

07/09/2010
Intervenção do SE na sessão de abertura do XX Encontro da AULP Voltar atrás
Intervenção do SE na sessão de abertura do XX Encontro da AULP
Nota informativa

A Sessão de Abertura do XX Encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa decorreu durante a manhã do dia 7 de Setembro de 2010, na Universidade de Macau, na ilha da Taipa, Região Administrativa Especial de Macau da Republica Popular da China e contou com a intervenção do Secretario Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira.

Os discursos de boas vindas couberam ao Secretario para os Assuntos Sociais e Cultura da RAEM, Cheong U, ao Vice-Reitor da Universidade de Macau, Rui Martins, em representação do Reitor, Wei Zhao e a sessão culminou com a intervenção do Presidente da AULP e Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais do Brasil, Clélio Campolina Diniz.

Estiveram presentes mais de duas centenas de participantes de entre delegações da AULP e autoridades governamentais e representantes das instituições da sociedade civil.


 
Discurso do Secretario Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira:

Intervenção do Secretário Executivo da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Eng. Domingos Simões Pereira

Excelência Sr. Cheong U, Secretario dos Assuntos Sociais e da Cultura do Governo da RAEM
 
Magnifico Reitor da Universidade de Macau, Prof Wei Zhao

Senhor Prof Clélio Campolina Diniz, Presidente da AULP

Seja-me permitido usar desta saudação a V. Excelências para cumprimentar as autoridades da Republica Popular da China e da Região Administrativa Especial de Macau; à Universidade de Macau e a todo o seu corpo Docente e Administrativo que acolhem mais este encontro da Comunidade Universitária de Língua Portuguesa; a todos os Reitores, Docentes e Responsáveis das Universidades de Língua Portuguesa, provenientes dos Estados membros da CPLP e de Macau.

A todos os participantes, gostaria de exprimir o meu profundo agrado e a satisfação de ter merecido o vosso convite e poder marcar presença neste acto que inaugura o XX encontro da vossa/nossa Associação das Universidades de Língua Portuguesa.

Sendo a minha primeira chegada a estas terras, tenho a consciência de vir com muitos séculos de atraso, mas estou muito alegre por finalmente fazer também “a minha descoberta” deste oriente muitas vezes tido como extremo mas afinal tão familiar, tão nosso, uma expressão inequívoca de uma confluência de culturas plurais e integradoras a que todos temos o orgulho de pertencer.

Neste particular e, antes de mais, a minha vénia à visão clarividente de mulheres e homens de Portugal e da China que, no momento certo, usaram das suas competências de decisão para preservar esta relíquia da humanidade e permitir que hoje, dez anos depois da transferência de poderes todos continuemos a beneficiar desta proximidade e afecto.

A realização deste encontro da AULP também rende homenagem à já histórica tradição universitária desta Região, que desde finais do Sec. XVI (1594), com a construção do Colégio Universitário de São Paulo se estabeleceu como a primeira universidade de modelo ocidental na Ásia Marítima.

Estas duas notas, históricas apesar de extraordinariamente contemporâneas, justificariam por si só o nosso entusiasmo em estar aqui, poder acompanhar e participar deste auspicioso encontro de académicos. Não fosse conhecermos o extenso programa e estarmos certos de que o intercâmbio de ideias e as várias reflexões e análises que irão se desfilar nos próximos dias produzirá contributos inestimáveis para uma melhor compreensão dos desafios e a futura definição de estratégias de cooperação no espaço da China, de Macau e dos Países de Língua Portuguesa. Num momento em que ninguém ousa questionar a importância da China na definição próxima da nova geografia Económica e Politica mundiais, o peso específico do Brasil no Mercosul, de Portugal na União Europeia e de Angola na SADC só para citar os três maiores, parece evidente que a CPLP pode ou talvez tenha mesmo a obrigação de utilizar de forma mais rentável e profícua essa relação que alguns dos seus povos preservaram por tão longo período.

Senhoras e Senhores,

É hoje aceite que, para que o mundo atinja os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) e consiga erradicar a pobreza, tem que enfrentar primeiro, e com êxito, o desafio da construção de sociedades culturalmente diversificadas e inclusivas, sendo a gestão da diversidade cultural um dos principais desafios do nosso tempo, na medida em que mal gerida, poderá desencadear situações passíveis de fazer recuar todo o desenvolvimento já alcançado.

Também reconhecido por todos é o papel estratégico da Educação para a consecução desses ODM e o contributo que tanto a educação como a cultura aportam à melhoria da qualidade de vida e ao desenvolvimento pessoal e social, designadamente na construção de uma cidadania consciente e activa.

Regozijo-me por isso que em boa hora, há justamente quatro anos, durante o XVI Encontro anual da AULP, o Conselho de Administração da Associação tenha tomado a decisão de se candidatar ao estatuto de Observador Consultivo da CPLP, cuja adesão se concretizou na Cimeira que marcou o X aniversário da Organização.

Senhoras e Senhores,

No complexo mundo actual, competitivo e muitas vezes conflituoso, a CPLP surge como uma ideia nova, que se pode transformar numa mais-valia para os respectivos Estados conferindo-os melhores condições para alcançarem a consolidação democrática e a construção do bem-estar social.

Se o facto de termos um passado histórico comum e uma afinidade cultural, centrada na língua portuguesa, nas crenças religiosas, na culinária, na arquitectura, artes plásticas e música, constitui um activo primordial, o que nos aproximou e nos levou à criação da CPLP foi a certeza de que essas afinidades podem ser cultivadas num ambiente pluralista, ecuménico, aberto, sem modelos impostos, sem metrópole e sem periferia.

Esta não pode ser uma tarefa fácil nem a pretendemos apresentar como tal. Temos de falar sempre de um esforço contínuo e prolongado que envolve várias entidades e instâncias, desde os órgãos e Instituições da CPLP e fora dela aos próprios Estados membros.

Neste esforço continuado incluímos a recente criação da Assembleia Parlamentar e o desafio de construção do Estatuto de Cidadão da CPLP; a estruturação de um Plano Estratégico de Cooperação para a Saúde; o Processo de maior Internacionalização da Língua Portuguesa resultante da Conferência de Brasília (para o qual todos contribuíram) e que aponta entre outras para a Reestruturação do IILP e a criação próxima de um Canal de Televisão da CPLP.

Nela certamente enquadramos este XX encontro da AULP, certos de que é na Educação e na melhoria continuada dos nossos conhecimentos que reside a chance de transformarmos as oportunidades que se nos oferecem em ganhos de substancia para as nossas comunidades.

Votos de sucessos a este encontro

Muito Obrigado!
Publicado a 7/9/2010
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